Para comemorar os 100 anos da Sociedade Brasileira de
Pediatria, a instituição acaba de lançar uma campanha
para a valorização do pediatra. Um dos enfoques é conscientizar os pais sobre a
importância de ambos estarem presentes na maioria das consultas. A iniciativa
surgiu após uma pesquisa feita em 2006 com pais e mães nas grandes capitais do
país. Segundo o estudo, 97,5% dos participantes gostariam de levar seus filhos
em consultas de rotina e não apenas em casos de emergências.
Contar com a
presença de pai e mãe é muito importante. A babá, nem pensar, você já sabe
disso! Quando apenas um dos pais acompanha a criança na consulta - em geral são
as mães -, tem que passar um relatório ao chegar em casa, mas as impressões, os
detalhes, às vezes são perdidos. Com os dois ali na frente do médico, é um
momento da família se atualizar sobre a saúde da criança. Um pode ter dúvidas
que o outro nem imaginava, por exemplo.
Acompanhamento de perto
A primeira consulta deve acontecer no fim da primeira semana de
vida, a segunda, no fim do primeiro mês e assim, sucessivamente, até o bebê
completar seis meses de vida. Após esse período, elas podem se tornar
trimestrais até a criança completar 2 anos. Até os 4 anos, podem ser semestrais
e, então, anuais. Cumprir o calendário mínimo de consultas é essencial.
Segundo o pediatra Eduardo Vaz, presidente da Sociedade Brasileira de
Pediatria, o profissional pode acompanhar o paciente até que ele tenha 18 anos.
“Antes de entrarem na fase adulta, os cuidados cabem ao pediatra. Ele é o
profissional qualificado para tratar de todas as transformações na infância e
adolescência”, diz. Importante: consulta de emergência não elimina a de
rotina.
Fonte: Revista Crescer