O que faz um casamento ser mais feliz? Não, jantares românticos e flores
ajudam, mas o que faz mesmo a diferença é a participação do pai nas tarefas
domésticas e na educação dos filhos. Maridos que não arrumam a cama e não trocam
as fraldas correm mais riscos de voltar à vida de solteiro. De acordo com uma
pesquisa realizada pela Escola de Economia de Londres, na Inglaterra, a
colaboração masculina, dentro de casa, é um fator determinante para a manutenção
de um bom relacionamento.
Os cientistas analisaram o relacionamento de
3.500 casais britânicos que tiveram filhos por volta de 1970. Nessa época, a
maior parte das mulheres se dedicava a cuidar da casa e dos filhos. Quando as
crianças completaram 5 anos , as mães foram questionadas quanto à participação
do marido nas tarefas domésticas e na criação dos filhos. Mais da metade deles
não ajudava em absolutamente nada, um quarto ajudava de vez em quando e os
outros eram participativos.
Quase 5 anos após a realização da pesquisa,
7% dos casais haviam se separado. 11 anos depois o número de divórcios subiu
para 20%. A partir das análises feitas anteriormente os pesquisadores concluíram
que a maioria dos homens participativos continuava casado e feliz, ao contrário
daqueles que não ajudavam. “A colaboração não é só uma diminuição da carga
física, ela também é uma demonstração de cumplicidade e afeto”, afirma a
psicóloga Sandra Leal Calais, da Universidade de Bauru.
Outro fator que
contribuiu para as separações foi à entrada das mulheres no mercado de trabalho.
“As mulheres não deixam de ser donas de casa quando começam a trabalhar, elas
têm de acumular as duas funções, isso pode levar a exaustão física e emocional”,
diz Sandra. Nesta fase a participação do homem é fundamental. Tudo deve ser
dividido. “As mulheres não são as únicas beneficiadas. A criança vai sentir essa
aproximação e responder a ela”, diz Sandra.
Fonte: Revista Crescer