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Amamentação Cruzada


A Amamentação Cruzada é o termo usado para a prática de uma nutriz (como chamamos a mulher que amamenta) dar seu seio para alimentar o bebê de outra mulher. Na antiguidade, se possuía a idéia de que a mulher não deveria desempenhar o papel de esposa e de nutriz ao mesmo tempo. A mulher que amamentava não deveria ter relações sexuais pois acreditava-se que secaria o leite e esfriaria o afeto ao recém-nascido. Surgiu então a “Ama-de-leite”, uma nutriz que amamentava o filho de outras mulheres e utilizava essa prática como fonte de renda.

Durante a Revolução Francesa muitas mulheres amamentavam crianças abandonadas em hospitais, elas amamentavam além de seus próprios filhos outros bebês diversas vezes até o seu leite materno acabar. Naquela época não se sabia que o aleitamento materno cruzado poderia ser fonte de transmissão de doenças.

A realização deste tipo de prática é contra-indicada, pois diversas doenças podem ser transmitidas, como  Hepatites, CMV (Citomegalovirus), HIV (AIDS), HTLV (Human T lymphotropic virus) Mononucleose infecciosa e, muitas outras podem através da amamentação cruzada para os bebês e também para a própria mulher que está amamentando. Mães infectadas podem contaminar bebês e lactentes infectados podem também contaminar mulheres sadias.

No BRASIL a proibição da AMAMENTAÇÃO CRUZADA é lei:
f) proibir que as mães amamentem outros recém-nascidos que não os seus (amamentação cruzada);

MINISTÉRIO DA SAÚDE - GABINETE DO MINISTRO - PORTARIA N.° 1.016, DE 26 DE AGOSTO DE 1993 - DO 167, de 1/9/93

Caso a mãe apresente dificuldades para amamentar, deve ser orientada a procurar um Banco de Leite. O leite materno que é doado aos bancos de leite passa por um rigoroso processo de tratamento e é pasteurizado, somente dessa forma ele poderá ser oferecido com segurança para outro bebê.

Maylu Souza
Enfermeira especialista em Saúde Pública, Doula, Pós-graduanda em Obstetrícia. Atua na Maternidade Ester Gomes. É professora e supervisora de estágio das disciplinas Obstetrícia e Pediatria na Escola Técnica de Enfermagem de Itabuna (ETEI). Membro da Sociedade Brasileira de Obstetrícia e Ginecologia da infância e adolescência (SOGIA). Realiza atendimento domiciliar (Home Care): Consultoria em Aleitamento Materno, Orientações e cuidados gerais de Puerpério e com o Recém-Nascido, Drenagem Linfática na Gestação e Pós-Parto, Massagem Terapêutica para Gestantes e Shantala.
www.maylu.com.br



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