Importância do teste da orelhinha em recém-nascidos
A audição é fundamental para a aquisição e o desenvolvimento da fala e da linguagem. Qualquer problema auditivo deve ser detectado precocemente (antes dos 3 meses de idade).
O ouvido do bebê começa a se desenvolver ainda no útero da mãe, e por ser um órgão muito sensível, pode sofrer danos. Uma audição normal é fundamental para o do aprendizado escolar. A audição é um dos sentidos mais importantes, pois permite a aquisição da linguagem oral.
O teste da orelhinha que também é conhecida como triagem auditiva neo-natal não dá detalhadamente o grau de deficiência auditiva que o bebê possui e, sim dá sinais de que algo não está certo acusando desta maneira que o ouvido não está normal.
A avaliação demora em média de 5 a 10 minutos através de um aparelho que emite ondas acústicas ativando as áreas do ouvido, se o ouvido do bebê estiver normal eles produzirão emissões otoacústicas.
É necessário que o exame seja feito quase de imediato e principalmente em bebês prematuros. O teste é indolor e não tem contra-indicação, não causa nenhum desconforto, e é de extrema importância para a vida social de seu filho.
Estudos mostram que a criança deficiente auditiva que for diagnosticada e iniciar intervenção antes dos 6 meses de idade, obtém um desenvolvimento adequado da linguagem, independente do grau da perda auditiva.
O "Teste da Orelhinha" é tão importante quanto o "Teste do Pezinho" e deve ser realizado em todos os bebês, mesmo nos nascidos em condições normais de parto, sem antecedentes de casos de surdez na família ou fatores de risco aparentes. Isto porque apenas 30 a 50 % das crianças com deficiência auditiva apresentam 1 ou mais indicadores de risco. Nas demais, a deficiência auditiva é atribuida a causas desconhecidas.
Estatísticas indicam que em cada 1.000 recém-nascidos 3 apresentam algum tipo de perda auditiva. Esse número aumenta para 2 a 4 em cada 100 recém-nascidos que foram internados em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.
Os casos confirmados de surdez devem ser encaminhados para programas de intervenção, possibilitando à criança uma melhor adaptação na comunidade.O teste da orelhinha é uma parte do processo de identificação da surdez. Pode ser dividido em duas partes: um teste comportamental e um teste eletrofisiológico.
Além disso, existem alguns fatores considerados de alto risco para a surdez, para os quais é sugerido um monitoramento da audição do bebê. Dentre esses indicadores, destacam-se:
• Casos de surdez na família;
• Infecções durante a gestação, como toxoplasmose, sífilis, citomegalovírus congênito, herpes e rubéola;
• Malformações na orelha;• Medicamentos ototóxicos (aminoglicosídeos);
• Apgar baixo ao nascimento (menor do que 4 no 1º minuto e menor que 6 no 5º minuto);
• Deficiências auditivas em conjunto com algumas síndromes;
• Uso de drogas e bebidas alcoólicas durante a gestação;
• Parentesco entre os pais;
• Mãe que tomou a vacina da rubéola e engravidou nos três meses seguintes à vacinação;
• Diabetes durante a gestação.
A detecção de alterações auditivas e a intervenção iniciada até os 6 meses de idade garantem à criança o desenvolvimento da compreensão e da expressão da linguagem, bem como seu desenvolvimento social compatível com as crianças ouvintes da mesma faixa etária. Sendo de suma importância da descobrir se seu filho ouve bem.
Este exame deve ser repetido quando a criança estiver na fase pré-escolar, pois algumas desvantagens de aprendizagem na escola pode estar associada a uma deficiência auditiva.
O teste da orelhinha é marcada pela maternidade logo após o nascimento do bebê, caso não ocorra procure clínicas com especialistas em otorrinolaringologia que podem te encaminhar a fazer o teste.