Educar os filhos uma tarefa complicada para qualquer pai, no mundo inteiro.
Uns preferem conversar quando a criança faz algo de errado, outros partem para a
"palmada educativa". Este tipo de punição parece inofensivo, mas, na verdade,
causa danos permanentes ao seu filho. É por isso que, no Brasil, uma lei que
proíbe a punição corporal como forma de educação está sendo discutida. Alguns
países, no entanto, já estão na frente e tem uma política rigorosa sobre o
assunto.
A Suécia foi o primeiro país a proibir qualquer punição às crianças em
1979. A lei estabelecida diz que “As crianças tem direito a cuidados, segurança
e uma boa educação. As crianças devem ser tratadas com respeito pela sua pessoa
e individualidade e não podem ser submetidas a castigos corporais ou qualquer
outro tratamento humilhante”. Já em Portugal, a lei foi aprovada em setembro de
2007 e proíbe castigos corporais e maus-tratos psicológicos.
Também em
2007, o Uruguai aprovou uma lei que proíbe toda e qualquer punição corporal de
crianças ("Proyecto de Ley Sustitutivo - Prohibición del castigo físico").
Antes, o Código Civil do país previa que os pais poderiam “corrigir”
moderadamente as crianças, sem especificação sobre agressões físicas ou
psicológicas. Mas o Código Civil atual do Uruguai reconhece o direito das
crianças de não serem castigadas fisicamente.
No Canadá, há uma longa
história de discussões sobre a proibição das palmadas em crianças. O artigo 43
da Constituição Penal canadense, de 1892, prevê que pais, professores e tutores
podem usar uma “força razoável” para disciplinar as crianças. Em 2004, foi
apresentado o projeto de lei chamado “Bill S-209” que visava eliminar o artigo
43 da Constituição e permitia que os pais pudessem usar a força em situações
muito específicas - como uma pequena palmada na mão para evitar que uma criança
faça algo perigoso. Mas a palmada de rotina com o intuito de disciplinar e como
castigo premeditado não seria permitido. O projeto foi aprovado pelo Senado em
junho de 2008, só que para virar lei ainda é necessária a votação do Parlamento.
Já nos Estados Unidos, não há leis específicas sobre o uso das palmadas
pelos pais na educação das crianças. A proibição da punição corporal, chamada em
muitos países de “lei antipalmadas”, existe em 26 países, entre eles Israel,
Costa Rica, Espanha, Venezuela, Grécia, Alemanha, Dinamarca e Nova Zelândia.
Fonte: Revista Crescer